terça-feira, 7 de outubro de 2008

Entrevista Luís Vital

E aqui vai a segunda entrevista, desta feita ao mais recente dos nossos árbitros internacionais.


ENTREVISTA LUÍS VITAL
  • Como conheceu o pólo aquático? Foi jogador?
Estou ligado á modalidade desde os meus 12 anos, pois fui jogador.
  • Por que se decidiu tornar árbitro de pólo?
A partir do momento em que deixei de poder treinar assiduamente, e visto que sempre defendi que quem não treina não deve jogar abandonei a modalidade como praticante, abraçando a carreira de árbitro de corpo e alma. Contei ainda com o apoio de alguns colegas e treinadores que me incentivaram a seguir esta carreira.
  • Quais os requisitos e características que acha necessárias para ser um bom árbitro de pólo?
Uma autoconfiança muito grande, um bom conhecimento do jogo (principalmente dentro de água) e como é evidente conhecer as regras do jogo.
  • Tendo em vista a necessidade de recrutar e formar novos árbitros, o que acha que pode ser feito nesse sentido?
Penso que sem existir um bom planeamento/alteração a nível financeiro (refiro-me por exemplo ao tempo que demoramos a receber as nossas deslocações e arbitragens) é impossível que novos árbitros (atenção que refiro-me a jovens que ainda estudam e não se auto sustentam, logo estão muito dependentes dos factores mencionados anteriormente) consigam permanecer ou seguir esta carreira. Tenho (ou temos todos) conhecimento que muitos dos árbitros/secretários que por vezes não se mostram disponíveis devido a este factor. Depois existem uns que simplesmente não querem ir ou então e aqui sim é uma situação grave, os que querem ir mas não podem, não conseguem ou não os deixam ir.
Depois a nível de formação penso que poderiam aproveitar os estágios das várias selecções onde há sempre ou quase sempre vários jogos treino onde penso que não seria de todo inviável a inclusão de acções de formação para os novos árbitros.
  • Qual foi o jogo mais importante que já apitou?
É evidente que há jogos que nos dão mais prazer de apitar do que outros, mas penso que todos os jogos são importantes e merecem a nossa devida concentração.
  • Acha que alguma regra do pólo deveria ser mudada/incluída/excluída?
Não comento.
  • Algumas pessoas não vêem com bons olhos o facto de ser árbitro e estar ligado ao movimento associativo/federativo, como encara essas críticas?
Penso exactamente da mesma maneira que essas pessoas, logo não me vou alongar mais.
  • O universo do pólo português é minúsculo, todos se conhecem, técnicos, atletas, árbitros, dirigentes e apoiantes. Como encara as reclamações durante os jogos, tendo, ao mesmo tempo, que manter a autoridade de árbitro?
As reclamações durante os jogos são perfeitamente normais, agora e como é evidente os jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos têm que saber separar as águas. Eu sei.
  • Por que motivos acha que o pólo aquático português se encontra na situação actual? E o que acha que deve ser feito para sair dela?
Não comento.
  • Quais as suas expectativas para o pólo aquático português, a nível internacional, como árbitro e como apoiante?
Espero que o futuro seja risonho tanto para mim como para os meus colegas e que as nossas selecções e equipas possam evoluir de forma positiva.
  • O que acha que tem que ser feito, a longo prazo, para que o pólo aquático português se torne uma potência?
Investimento a todos os níveis. De qualquer maneira penso que esse investimento deveria de ser mais intenso nas camadas mais jovens (formação de jogadores).
  • Pode deixar uma mensagem para a comunidade do pólo aquático português?
Desejo a todos os dirigentes, jogadores, árbitros, secretários e adeptos uma excelente época desportiva 2008/2009.

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