sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Orientações básicas para treinadores

Aqui vos transcrevo um dos "posts" do blog Touca 14, que acho bastante interessante e útil para todos os que estão ligados ao pólo aquático, seja como treinadores ou como atletas ou simpatizantes.

Para verem a integralidade deste post, incluindo a apresentação do autor, basta irem à área de entrevistas do Touca 14 WP Blog, ou carregarem abaixo no título da mensagem.

ORIENTAÇÃO PARA TREINADOR Por: Paulo Rogério Moraes Rocha Tanto o técnico novo como veterano devem observar uma série de normas bem definidas. Normas específicas que assegurem um mais amplo e eficiente ensinamento, a correta utilização do tempo e um desenvolvimento consistente do rendimento. As seguintes "regras" são aplicadas em todos os níveis do pólo aquático. FILOSOFIA: que tipo de sistema ofensivo e defensivo você irá aplicar? Não espere até o 1º treino para decidir se vai utilizar uma defesa de zona, pressão ou etc. Determine, tão logo o possa; assim você estará totalmente preparado quando chegar o 1º dia de treinamento. O primeiro ano em um novo clube pode trazer um problema. Não conhecendo o elenco, você não pode conhecer suas aptidões. Depois do 1º ano você saberá como eles se amoldam dentro de sua filosofia. Tão logo haja decidido seus sistemas de defesa e de ataque, insista neles. Não troque na metade do campeonato. Repentinas trocas causam incerteza e podem provocar a perda de confiança no que estão fazendo. Portanto, pode-se corrigir ou reformar alguns aspectos para partidas especiais, porém, uma vez que tenha resolvido seus sistemas, não mais os troque. SEJA ORGANIZADO: você não pode ter êxito se não está bem organizado tanto para treinos como para jogos. Leve a cabo um cronograma de cada treinamento, dando um tempo específico a todas as fases que queira cobrir. Mantenha seu programa. Se você estipulou 20 minutos para um exercício defensivo não se exceda. Estará roubando tempo a outro aspecto igualmente importante. Se determinado exercício não é realizado a contento, programe-o com igual tempo para o próximo treino ou ainda mais, se outras fases do treinamento prosseguem satisfatoriamente. Dirija o treino ativamente, passando de uma fase para outra sem demora, o que manterá vivo o interesse e entusiasmo dos jogadores. EXERCICIOS DE FUNDAMENTOS: faça-os executarem os exercícios apropriados e rapidamente. Advertência: rapidamente não quer dizer precipitadamente. Significa realizá-lo velozmente, porém com eficiência. De nenhuma maneira se realiza exercícios somente para encher o tempo do treinamento. Decomponha o sistema de ataque e defesa em seus componentes e arme os exercícios com uma ou mais destas partes importantes. Em resumo, sempre tenha os jogadores praticando os movimentos e chutes que lhes são comuns em um jogo. É melhor treinar uns poucos e bons exercícios apropriados e energicamente que ter um grande sortimento deles somente pelo fato de ocupar tempo de treinamento. JOGUE O JOGO COM SIMPLICIDADE: não complique as coisas. Explique tudo com precisão e simplicidade e assegure-se de que os jogadores o compreenderam. É melhor fazer bem poucas coisas que muitas mal. CONDICIONAMENTO: crie a consciência em seus jogadores de que seu maior inimigo não é o adversário, mas sim a fadiga, e que o único meio de manter este inimigo acorrentado é desenvolver e manter a condição física. A fadiga causa a perda de concentração e uma pronunciada redução da eficiência. Próximo ao fim de uma partida ou de um treino muito intenso é fácil observar que os jogadores realizam esforços para se manterem concentrados à medida que começam a sentir-se cansados. CONDUTA FORA DA PISCINA: o que o jogador faz fora da piscina é, via de regra, tão importante como o que faz dentro. Os maus hábitos podem destruir tudo o que se consegue no treinamento e o técnico devem tratar de exercer algum tipo de controle sobre os jogadores, particularmente com aqueles mais difíceis. JOGO DE EQUIPE: uma permanente predisposição ao esforço dentro de uma dedicação total à equipe é o que realmente vale, não o individualismo. Enfatizar que o pólo aquático demanda cooperação e jogo de equipe e que sem isto acontece o caos. Ninguém deve entrar na piscina com a mente posta somente no ataque. Os jogadores e equipes importantes têm em conta ambos os aspectos do jogo (ataque e defesa). A estrela individualista deve prazerosamente sublimar-se em proveito da equipe. Em sua função de técnico você deve fazer o impossível para incentivar o jogo de equipe. O jogador que faz três gols em uma partida não necessita de motivação. Pode-se estimular os outros jogadores fazendo-os jogarem dentro de algum sistema de pressão e estabelecendo algum tipo de prêmio para suas virtudes defensivas, recuperação de bola, etc. É magnífico ter um grande artilheiro na equipe. Porém é muito melhor ter treze jogadores que joguem em conjunto e se sacrifiquem um pelo outro em beneficio da equipe, compensando freqüentemente as deficiências físicas.

1 comentários:

Hélcio Brasileiro disse...

Cara Paula,

soucolaborador do Touca 14, foi um prazer conhecer seu excelente blog. Estamos juntos.

Hélcio