quinta-feira, 13 de março de 2008

Filiações

As filiações são mais uma das situações com que a arbitragem se debate hoje em dia.

Quais os critérios para se estar filiado?!
Deveriam ser simples... uma pessoa faz o curso de árbitro ou de oficial e vai-se filiar na sua Associação Regional, na Associação de Árbitros e na Federação.

Porque é que hoje em dia não é feito, controlado ou respeitado por muitos árbitros?
Será que acham que não é necessário?
Pedimos aos clubes e atletas uma série de "provas" em como estão filiados (cartões da FPN, Fax com a inscrição e BI, etc., etc.).
Pedimos aos treinadores prova dos cursos que tiraram para exercerem a função e se poderem chamar treinadores.
Mas aos árbitros.... pelos vistos não se pede nada!

E a filiação tem um sentido - além de estarem inscritos nos escalões e categorias correctas como atletas, dirigentes, treinadores ou árbitros ... tem a segurança de estarem cobertos por um seguro desportivo.

E os árbitros?
Uma vez que muitos deles não estão filiados (nem na ANAN, nem nas Associações Regionais e muitos nem na FPN)... que provas temos das suas capacidades? Que seguro existe no caso de sofrerem algum tipo de acidente? Tem todos seguros pessoais?

Acredito que há muita coisa a mudar e não pode ser tudo feito de uma vez, mas se queremos dar moralidade e garantir a ética na classe, devemos começar por alguns básicos:

  • Tirou um curso (e quer apitar) => deve ser inscrito na sua Associação Regional, FPN e ANAN
  • Está a renovar a licença de arbitragem => deve ser inscrito na sua Associação, FPN e ANAN
  • Tirou o curso => deve receber um equipamento de árbitro (da sua Associação, partindo do princípio que apitará regionais no início), que deve ter um critério uniforme a nível nacional.
  • Tirou o curso mas por contingências diversas ou pela qualidade da arbitragem é colocado a apitar nacionais => deve receber um equipamento da FPN (nem que se criem 2 distintos para diferenciar novos árbitros de outros mais antigos...)
  • Devem ter um mínimo de jogos por ano a apitar para manterem a categoria
  • Devem assinar um termo de responsabilidade em relação ao equipamento
  • Deveriam concordar em participar em acções de reciclagem.
  • ..., ..., ...

Não estão filiados.... não apitam!
Um jogador que não está filiado, não pode jogar!
Um treinador ou delegado que não está filiado, não pode estar no banco!
Porque poderia um árbitro apitar sem estar filiado?!

E não nos enganemos - a responsabilidade de se filiar cabe ao árbitro.
Não é às Associações ou à FPN que compete andar atrás dos árbitros para se filiarem!
Alguém já viu estas entidades atrás dos clubes para filiarem os jogadores?
Se não estão filiados... não jogam! Simples, não é?

E devia ser simples também para a arbitragem - afinal, é no interesse de todos!

Que vos parece?

13 comentários:

Anónimo disse...

ola paulinha!! tas la!! :)) hj nao tenho mt tempo mas prometo vir aki com mais atençao e dar a minha opiniao em certos pontos! bjinhus e boa sorte nesta tua nova faceta...
Carolina Faria

Anónimo disse...

O problema em portugal é nos estarmos inseridos na Nataçao.
O mal é eles (nataçao) terem tudo do melhor. Tiram o curso têm logo a sua roupinha e certificado para apitar. Nós tiramos o curso e temos promessas.
CF

Apito na água disse...

Relativamente às filiações dos árbitros concordo que à imagem do que acontece com os restantes árbitros estes só "deviam" estar autorizados a arbitrar quando o seu processo de filiação estivesse completo. E isso implica uma articulação dos conselhos de arbitragem e das associações respectivas. No meu ponto de vista o CA da fpn deveria acautelar as nomeações exigindo a filiação dos árbitros. Para o efeito uma reunião preparatória com os conselhos de arbitragem no final da época serviria não só para efectuar o balanço da època que finaliza bem como para preparar a época seguinte de forma a que estas questões fossem resolvidas antes do inicio da próxima.
contudo os conselhos de arbitragem também não estão isentos de culpas, pois deveriam ser os primeiros a exigir que os seus árbitros se filiassem, indicando no inicio de cada época os quadros de árbitros do seu conselho para a FPN.
Por outro lado, quando se realizam cursos de arbitragem a pedido das associações deve se ter em conta que, algumas associações não tem actividade de polo ou então têm baixa actividade e devem os CA serem informados de quais os procedimentos a realizar para que os seus árbitros possam arbitra e aí a fon tem quota parte de culpa.

Apito na água disse...

CF o facto de estarmos inseridos na natação, não invalida o cumprimento das normas estipuladas.
Se verificares os árbitros de polo estão mais beneficiados, por exemplo em pagamentos e em permanencia na piscina relativamente aos da natação. Ao nivel de pagamentos e vamos ao valor mais baixo, eles recebem por sessão, entenda-se sessão 3h ou mais numa prova de natação 5€, enquanto que um arbitro de polo, no caso de fazer secretariado, recebe os mesmos 5€ por uma hora de jogo. Além de que eles recebem a roupinha porque o elemento do CA responsavel pela natação assume esse compromisso ao contrário do que acontece com o pólo.
A questão de se tirar o curso e ter promessas como referes deve-se à manifesta falta de preocupação dos responsaveis e dos conselhos, porque com roupa ou sem roupa, com pagamentos ou sem pagamentos, com filiações ou sem filiações a malta vai aos jogos.

Arbitragemwppt disse...

acho que o problema não se põe em termos de ir ao jogo ou não. É uma questão de imagem e de credibilidade que todos tenham um equipamento. E isso deve ser assegurado quando se dá os cursos, pelos Conselhos Regionais que assumem os cusos e deve ser também assegurado pelos próprios árbitros que devem pedir o seu equipamento a quem de direito (em vez de esperarem que as coisas caiam do céu, como acontece por vezes).
Hoje em dia é verdade que muitos Conselhos não conseguem assumir o facto de terem de dar equipamento aos árbitros (seja porque razão for), mas o árbitro também não deve estar à espera que as coisas apareçam. Dentro dos seus padrões de ética e moral e promovendo a sua própria imagem e credibilidade da arbitragem deve entrar em contacto com o seu Conselho para ter o equipamento.
Os equipamento deviam ser uniformizados, para que as duplas de arbitragem apitem de igual e não cada um de sua forma.

Concordo que o Conselho deva enviar à FPN as listas de árbitros federados. Mas devem igualmente comunicar (no site ou de forma institucional) os prazos limites para a filiação - desta forma, quem não se filou na data, não está incluido na listagem enviada no início da época.

Contra mim posso falar, mas também não vamos ao extremo de dizer "coitadinhos dos árbitros".
Somos todos responsáveis e se as regras forem claras e bem comunicadas, somos responsáveis pelo seu cumprimento.

Apito na água disse...

Carissima a questão é esta quem é que nasceu primeiro o árbitro ou o conselho?
Para mim foi o conselho ou os conselhos. E são estes que devem zelar pelo cumprimento das normas instituidas, não vamos culpabilizar os árbitros, que vão tirar um curso, são postos a arbitrar sem: acompanhamento, sem equipamento, sem informações de critérios etc. E o equipamento é básico ou seja todos devem trajar de igual. E aí a responsabilidade é do CA, que deve ter a preocupação de quando planifica os cursos dar equipamento aos árbitros e se for caso disso inclui na taxa de inscrição ou então instiui que o árbitro deve comprar o seu equipamento e só no caso de cumprir o estipulado em termos de premanecia tem direito a equipamento.
Ao falarmos de ética temos de a analizar de forma transversal, devendo os CA cumprirem a sua missão. Por isso penso que os árbitros são em alguns casos são os coitadinhos, porque ninguem os defende de todas as arbitrariedades dos diversos actores do processo desportivo.
a titulo de exemplo lá vamos à natação, numa prova nacional se todos repararmos os árbitros estão todos equipados de igual. Porque é que isso não acontece no Pólo?
Qual é a missão para além de nomear os árbitros o repsonsável do polo? Em minha opinião para além disso é e deve ser, promover a união e coesão entre os árbitros, criar motivação e espirito de equipa. Ouvir e saber ouvir. Não devemos esquecer que estamos numa modalidade amadora e que todos andam por cá porque gostam, mas isso não deve ser impeditivo de as pessoas serem ouvidas e mais que não seja um simples agradecimento.

Anónimo disse...

o problema é que voltar atras ja nao da, fazer algo desse genero pararia o polo aquatico portugues.
isto porque muitas das pessoas que se calhar vão apitar e não o deviam fazer porque ainda não têm experiência acontece porque estao a tapar buracos que os outros deixaram. porque é uma vergonha chegar se a um jogo e descobrir que o jogo nao vai decorrer por falta de arbitros. isto é a pior coisa que pode acontecer.
e como acontece com os clubes deveria acntecer com os arbitros.
uma equipa nao aparece para jogar perde por falta de comparência o arbitro deveria ser penalizado por nao comparecer. se nao pode ir, avisa. as convocatorias sao feitas com antecendencia para isso mesmo. mas infelizmente se os melhores faltam, mao estao a dar o exemplo.
no norte acontece muito disso. vamos culpar os que nao sabem?? n.. afinal se nao fossem eles as jornadas nao se faziam. o problema é que as vezes é mt bonito falar.
é obvio que me chateia chegar á piscina e ver uma pessoa sem credibilidade nenhuma apitar um jogo. Claro que me custa. Mas o que se pode fazer para mudar isso?
Deixa de haver jogos para fazer? As equipas deslocam-se para um sitio mas nao irao jogar so porque o arbitro nao apareceu?
Sera que era preferivel assim?
CF

Anónimo disse...

pior é ainda o que acontece em lisboa.
Arbitros a apitar que poderiam dar menos nas vistas. Porque ha pessoas que falam mas na hora da verdade so conseguem ver um lado.
Uma coisa eu posso dizer, no norte pode haver gente que apita mal e rouba para os dois lados porque nao sabe apitar. no sul so se rouba para o sul.
Peço desculpa mas nao ha uma viva alma no mundo do polo aquatico portugues que pense o contrario de mim.
Tambem poderiamos avaliar isso.

Anónimo disse...

Poix bem e que tal ter uma unica t-shirt e ter de fazer num unico fim de semana longe de casa a arbitragem de 6 jogos muitos dos quais seguidos.
existe um mínimo.
Porque é que existem arbitros que recebem equipamentos novos e outros não?
Porque é que os paamentos não são claos e informativos relativamente aos jogos que se estão a pagar?
Deixo no ar se me souberem explicar...
Ricardo Saraiva

Apito na água disse...

Já estamos a baixar o nivel do debate. Acusações de que se rouba de que se apita mal no norte e no sul em nada contribuiem para a pacificação da arbitragem e em nada contribui para a finalidade desta discussão, em particular vindas de pessoas que se escondem no anonimato.
Com que fundamento é que se vem para aqui dizer que no sul só se rouba para o sul e no norte só se rouba para o norte. Quem estiver a ler estes blogs, pensa mas que raio de modalidade esta.
Caro amigo este local deve ser aproveitado para tentar contribuir com aspectos que possam melhorar a arbitragem do pólo, acusações gratuitas e desprovidas de qualquer fundamento só fazem desacreditar a arbitragem e a modalidade.

Anónimo disse...

eu acho piada o senhor Barradas vir para aqui falar dos que lá estao.
Quando esteve la se calhar nem metade fez.
Mas gosto de ver a falar mal dos outros. Quando o seu trabalho enquanto membro da FPN foi dos piores em Portugal.
Se calhar passo a passo tudo se consegue. Mas a verdade é que lhe fica muito mal.
CF

Apito na água disse...

Boa noite.
Tinha ficado com a ideia, mas se calhar compreendi mal, que este local seria um espaço de debate, e não de ataque pessoal.
Mais uma vez estamos a divergir do tema central.
Talvez seja melhor terminar por aqui a minha contribuição para este debate.
Saudações

Arbitragemwppt disse...

Bom dia a todos
Mais do que um espaço de debate (que para mim consiste em ouvir diferentes opiniões, em vez de comentar toda e qualquer opinião e ir sempre "bater" na mesma tecla) penso que este deveria er um espaço em que (como muita gente tem feito) se coloquem os problemas e, em vez de só culpar Federação e Associações e/ou Conselhos, se proponham soluções.
E por soluções refiro-mea coisas simples que os árbitros ou clubes possam colocar em prática sem terem de estar à espera que alguém as faça.
Quando comecei a apitar ninguém dava equipamentos e se a Federação não fazia reuniões havia alguém que as promovia... certo que eramos menos... mas vamos parar de ser "coitadinhos", de esperar que as coisas caiam do céu ou alguém que também é apaixonado pela modalidade e faz as coisas nos tempos livres faça tudo pelos árbitros e arbitragem.
Tem de se parar com esta postura de "vitimização" pois, como já foi referido, o problema que existe hoje em dia (postura, ética, credibilidade, etc.) é um problema de anos.
Não se pode nem deve apontar dedos (nem agora nem anteriormente) pois estamos a falar de associativismo, que aqui sempre foi uma actividade amadora e nao remunerada (acredito eu, mas posso estar errada a julgar pelas "guerras" que se fazem por poder) - e como tal cada um faz o melhor que pode e consegue no tempo que tem.
Mas para credibilidade e debate há 2 coisasfundamentais - não comentar toda e qualquer opinião como se fossemos salvar a pátria e não indicar soluções para alguém fazer (isso, meus amigos, é o que é feito há anos...).
Vamos fazer um debate saudável, ouvir as posições e lançar soluções viáveis e que partam das pessoas (enquanto não há verdadeiras condições, incluindo financeiras, de se ter alguém remunerado que faça disso uma carreira).
Fica mais um contributo para este aceso debate (e como podem ver... sem personalizar as coisas... nem entrar em regionalismos - que sempre existiram e vão existir... assuma-se).