segunda-feira, 10 de março de 2008

O que se passa?

O que se passa com a arbitragem de pólo aquático em Portugal?

Hoje em dia assistimos a jogos só com um arbitro, sem oficiais de mesa, com árbitros que acabaram os seus cursos e estão a apitar jogos nacionais da 2ª divisão, árbitros que não comparecem, árbitros regionais a apitar nacionais, etc, etc....
Já para não falar da falta de postura da maioria dos árbitros:

  • cada um leva o equipamento que está mais à mão, sem uniformização ou usarem o equipamento que lhes foi dado (ou deveria ter sido) pelas Associações e/ou FPN
  • chegam à hora do jogo em vez de chegarem com pelo menos 30 minutos de antecedência
  • não verificam o terreno ou a cronometragem
  • não há rigor, uniformidade nem critérios nas actas ou nos relatórios
  • ..., ..., ...
De quem é a culpa?
É a questão que todos colocam.

  • Certamente não será dos clubes, dizem uns
  • Não é da FPN, pois convoca os árbitros, dizem outros
  • Não é dos árbitros, pois são convocados na véspera e sem critérios, dizem estes
  • ... e poderia aqui acrescentar dezenas de outros argumentos.
Meus amigos, o que vos digo é que isto é um ciclo vicioso, que é causado pela falta de informação e de comunicação entre todas as entidades envolvidas (Conselho Nacional de Arbitragem, Conselhos Regionais, Árbitros, Oficiais, Associações, Clubes, ...) e em que os grandes prejudicados são os atletas e a modalidade em si, já para não falar da arbitragem enquanto classe "profissional".

Enquanto não houver seriedade, rigôr e profissionalismo na arbitragem e em quem comanda os destinos da arbitragem, existirão sempre guerras, birras, lutas por poder pessoal, etc.... mas nunca se pensa no objectivo principal da arbitragem - ajudar a desenvolver uma modalidade com regras e critérios claros, definidos e do conhecimento de todos os intervenientes!

  • Porque não há comunicação?
  • Um sistema de avaliação - talvez não sobre os critérios de arbitragem, mas uma fase inicial sobre a assiduidade dos árbitros, a regularidade, a postura?
  • Porque não se faz como noutras modalidades em que os árbitros que estão sempre doentes, ou que sistemáticamente adoecem nas véspera (ou no proprio dia), que tem sempre trabalho, etc, etc.. são penalizados?
  • Porque não se acompanham os novos árbitros no início de carreira?
  • Porque não se incentivam os árbitros a ir apitar noutras áreas, nos clubes, porque não se cria um sistema de "treinos" a exemplo de outras modalidades?
  • Porque não há uma forma clara e transparente dos árbitros poderem comunicar com quem de direito e terem resposta?
Tenho noção que é uma mudança de mentalidades radical, mas... não se deve começar por algum lado para moralizar a classe?
Não se deve promover o contacto com os clubes para fomentar a sua participação na arbitragem, inclusive convidando os árbitros para jogos de treino, criando um calendário nacional, informando num site do Conselho de Arbitragem, da FPN, das Associações Regionais e de Classe?
Não se devem escolher os árbitros que se querem investir na arbitragem em detrimento dos que consideram que a modalidade é feita por eles e para eles (ou uma rampa de lançamento para outros voos), ou que a encaram como uma forma de rendimento ou de moralizarem o ego pelo "poder" que acham ter?

Fica o pensamento...

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