segunda-feira, 31 de março de 2008

Torneios, Regulamentos, Arbitragem

A pedido de agumas pessoas, venho aqui falar do caso que sucedeu no Algarve no Torneio de Juvenis, mas que infelizmente não é caso único e, se não se fizer nada, se arrisca a não ser o último.
Como se pode imaginar, nem dá boa imagem a quem faz os regulamentos, nem à arbitragem que os desconhece.

Quando realizamos um Campeonato Internacional, um Torneio Internacional, informamos sempre as equipas do regulamento da prova e, na maioria das vezes (especialmente se for uma prova LEN ou FINA), é feita uma reunião técnica antes do início da competição, com os árbitros que vão estar presentes e com as equipas, para esclarecer dúvidas em relação ao regulamento da prova.

Porque é que isso não é feito a nível dos Torneios Nacionais ou mesmo Regionais que tenham um regulamento diferente do regulamento das Competições Nacionais?
Porque não há uma reunião técnica, sessão de esclarecimentos, ou o envio do Regulamento aos árbitros que vão participar?
Porque estamos a ter Torneios de Categorias sem equipas de arbitragem completas (ou mínimas)?

Tenho noção que os árbitros deveriam, por seu lado, ter o cuidado de se informar se o regulamento de competições nacionais se aplica a torneios de categorias... Mas (há sempre um mas...) deveria haver o cuidado de publicar esses regulamentos, de fazer sessões de esclarecimento... não vos parece?

Nestes casos... quem sai prejudicado?
As equipas que terão de completar o jogo (e digo isto sem saber qual a decisão tomada neste caso em particular)?
A arbitragem, que desconhece o regulamento?
A FPN que não o publica ou promove?
O Conselho de Arbitragem que não acompanhou ou esclareceu os árbitros?

Não me parece que seja uma situação benéfica para ninguém e estar a apontar dedos não vai resolver esta situação no futuro.
Se é uma coisa que fazemos para o nível internacional (reuniões técnicas, informar o regulamento da prova), porque não o aplicamos a nível nacional?
Será só porque no internacional é obrigatório?

Fica o pensamento para reflexão...

7 comentários:

Apito na água disse...

Sendo este um torneio de um campeonato nacional, mesmo que não se conhecesse os respectivos regulamentos, por uma questão de lógica e de bom senso, não seria necessário pensar muito, logicamente que o jogo não podia terminar com um empate.
O desconhecimento dos regulamentos, embora seja um falso argumento, resulta da visível falta de ligação entre as diversas partes envolvidas. Pelos vistos os clubes sabiam, o delegado não e os árbitros muito menos.
A responsabilidade da prova é da entidade organizadora e como tal deveria ter o cuidado de elucidar o transmitir qual a forma da respectiva prova. È o mínimo que se pode exigir. Não vamos fazer dos árbitros o bode expiatório da situação criada.
A César o que é de César.
O regulamento foi definido no início da época desportiva e todos, reforço todos os envolvidos sabiam da sua existência e da sua forma. Não aplicaram porque não quiseram, no mínimo não se deram ao trabalho de pensar.
E peço desculpa de ser incisivo mas a culpa tem um responsável.
Apesar de tudo não isenta os árbitros de conhecerem o regulamento das competições para as quais são nomeados, é uma grave falha, até porque está nos regulamentos pelos quais nos regemos.
Logicamente que quem sai prejudicado em todo este processo são as equipas e os árbitros que vão ser apontados mais uma vez.

Anónimo disse...

Lamentável...e sem duvida que toda a informação deveria ter sido dada pela entidade organizadora.Os árbitros?Não sei quem esteve presente, mas duvido que tenham sido árbitros com experiência e que estejam por dentro dos regulamentos dos torneios.
Pessoalmente sei que os jogos destes Torneios não poderiam acabar empatados, mas vamos culpar os árbitros?Castigá-los?Sinceramente não me parece apropriado.Parece-me é que mais uma vez, enviaram pessoas com pouca experiência para um Torneio, que apesar de ser das camadas jovens, teria que ter pelo menos um árbitro com experiência a ajudar os restantes.

LOVEWP

Anónimo disse...

Concordo inteiramente.
Estive nesse torneio e assisti ao jogo em causa: CPN - Fluvial.
Dois arbitros muito jovens (ambos Tiago). O mais novo tem 18 anos e possui curso há cerca de 2 anos, tendo arbitrado pouco mais e dez jogos, apenas tinha a seu favor o facto de ser praticante de polo aquático, tendo um desempenho positivo.
Já o outro elemento, com 19 ou 20, foi o alvo de todas as criticas.
Sem experiência, muito exitante...
Valeu algum apoio da mesa onde se encontrava Helena Ramos.
Mas nenhum deles sabia das regras do torneio.
Pode-se dizer que foram apanhados de véspera para ir "apitar" e lá foram.
Além disso, os apoiantes do CPN não ajudaram nada à festa...mas as resistências a estas coisas vão-se ganhando com o tempo... se algum deles quiser continuar na arbitragem, o que duvido, pela forma desorganizada com que se trabalha neste país.
Abraço e bom trabalho
José Cabrita

Anónimo disse...

Por falar em gestão profissional.
O DTR do pólo não está inserido numa gestão que se diz profissional?
Qual a sua responsabilidade na organização e controlo dos torneios em causa?
Será isto exemplo de que nem sempre organizações com gestões profissionalizantes ou profissionalizadas como é o caso nem sempre funcionam de forma responsável.
Assim vai a modalidade

Anónimo disse...

A questão central neste tema é o que vai acontecer ao senhor Secretário-Técnico por ter tomado uma decisão errada, irregular, curiosamente de um regulamento criado por ele? A FPN abriu um inquérito? Responsabilizou esse senhor? Claro que não. Mais uma vez mete-se a cabeça na areia e nada acontece a um senhor assalariado por todos nós. O CPN é apurado, o Fluvial será repescado para a fase final e entao fica tudo bem...

Anónimo disse...

Evidentemente fica tudo na mesma. O DTR tem responsabilidades e o Director da fpn não tem responsabilidades?
É claro que se fosse um árbitro como aconteceu aos outros já estava punido e fora dos quadros nacionais e dos internacionais.
Arrogância e autoritarismo a toda a prova.

Anónimo disse...

O Torneio B de juvenis vai ainda realizar-se. Alguém já pensou se um desses jogos acaba empatado no final do tempo regulamentar? O que vai acontecer? O regulamento não vai ser outra vez cumprido? Que indicações vai dar o Conselho Nacional de Arbitragem aos árbitros que vao dirigir esses jogos? O CNA sabia que não podia haver empates, mas o que dirá o Secretário Técnico da FPN? Giro era nomear o Secretário-Técnico, que já apitou o Portinado-Salgueiros, para o Torneio B de juvenis e um desses jogos ficar empatado... O que iria acontecer?